Nos últimos anos, o custo de morar em condomínios no Brasil vem chamando atenção tanto de moradores quanto de gestores condominiais. Segundo levantamento divulgado pelo portal Portas — um veículo editorial da Loft — a taxa média de condomínio subiu cerca de 25% entre 2022 e 2025, superando significativamente os principais índices de inflação do país, como o IPCA e o IGP-M.
Por que isso está acontecendo?
O estudo aponta alguns fatores que explicam essa escalada de custos:
- Custos de mão de obra mais altos, especialmente em serviços essenciais como segurança, vigilância e limpeza — que representam uma das maiores rubricas das despesas condominiais.
- Ampliação de serviços e áreas comuns, como academias, espaços pet e áreas de convivência, o que exige mais recursos operacionais.
- Inadimplência em alta, que pressiona ainda mais o orçamento dos condomínios. Conforme observado em entrevistas ao Estadão, a elevação da taxa Selic impactou diretamente a capacidade de pagamento de parte dos moradores, contribuindo para o aumento de atrasos acima de 30 dias.
Impacto no bolso dos moradores
De acordo com os dados apresentados, o valor médio da taxa condominial passou de cerca de R$ 413 no primeiro semestre de 2022 para aproximadamente R$ 516 no mesmo período de 2025 — um crescimento real que pesa no orçamento familiar e gera debate sobre sustentabilidade financeira nos condomínios.
Especialistas ouvidos pela imprensa, como Léo Mack — COO da uCondo — ao Estadão, alertam para a correlação entre a inadimplência e as limitações orçamentárias das famílias, ressaltando que, em muitos casos, o atraso na taxa condominial é reflexo de dificuldades financeiras mais amplas.
Como os condomínios estão respondendo
Esse cenário impulsionou uma série de mudanças na gestão condominial:
- Adoção de soluções tecnológicas, como portaria remota e automação de serviços, para reduzir custos operacionais sem comprometer a segurança.
- Revisão de contratos de serviços e negociações com fornecedores com foco em eficiência.
- Educação financeira para moradores, com foco em reduzir a inadimplência e fortalecer a saúde financeira do condomínio.
O que isso significa para quem já vive ou pretende viver em condomínio
Para compradores, locatários e administradores, entender essa tendência é essencial:
- Projeção de custos deve considerar a taxa de condomínio como parte integrante do orçamento residencial.
- Avaliação criteriosa de infraestrutura e serviços pode ajudar a equilibrar custo e benefício.
- Decisões de moradia — como optar por casas ou condomínios com portaria remota, por exemplo — podem ser influenciadas por esse movimento de aumento de custos.
🔎 Fontes: Portas (conteúdo da Loft) e entrevista ao Estadão sobre os fatores por trás da alta da taxa de condomínio.
